Gatabaia

"Se procurarmos a verdadeira fonte da dança e nos virarmos para a Natureza verificamos que a dança do futuro é a dança do passado, a dança da eternidade, que sempre foi e será a mesma." Isadora Duncan (1878-1927)

27 agosto 2007

Com sumo ir

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Antes de recolhida. Sem intenção. Apercebera-se estar recolhida quando seus os passos tropeçaram no piso desnivelado. Aí sentira o frio da noite banhado pela ponte ao longe numa paisagem noctívaga povoada de luzes e fantasmas de sombras em cores tremidas no rio. Percebeu que tinha aberto a alma aos sons e a pele ao cheiro intenso a maresia. Entrou pelos pensamentos adentro e estremeceu. Precisava. Periodicamente necessitava daquele banho de energia. Desconcertante. Nunca tinha compreendido apesar de ser uma verdade incontornável. Incursões a si. Sem saber bem como aprendera a curar a alma num ritual que a implodia e fortificava de forma estranha. E as tristezas do mundo prenhes de maldade a esvaírem-se com o peso terrível dos grãos de areia por entre os dedos dos pés. Primeiro a resistirem e a misturarem-se com o sal molhado e frio. Depois a sucumbirem uns atrás dos outros. Os grãos. A encherem as ampulhetas da vida em uníssono com dez teimosos dedos a tocar a partitura. No silêncio breu as narinas salgam todos os sentidos e estendem-se e embrulham-se e multiplicam-se nas profundezas renascendo a aromatizar a superfície respirada a pleno ... ou depois!

Dia por ama. E porque não. A medir o Prado onde os Coelhos do Eduardo existiram. Uma área imensa a das coisas mais simples com as quais fazia ocasiões e opiniões inteligentes bonitas de ler. Sabe agora que o mais tarde das sete rosas faz-se cedo e agora pois tem a plenitude do tudo. Faz-lhe agora parte. A cultura de nojo.

Para além das mantenhas

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